Posts de Junho, 2008

Análise vermelha

Junho 30, 2008

Foi um bom jogo. É outro Inter. Começa a ter a cara de Tite. Ao escolher um esquema 4-5-1, o técnico colorado surpreendeu o Grêmio. Só não foi melhor, porque o Renan, segundo o juiz auxiliar, fez aquela falta. Enfim, parece que o Inter achou o rumo.

Gre-Nal é Gre-Nal…

Junho 30, 2008

Sabe aquelas partidas dentro de casa em que o empate se torna um grande resultado? Pois o Gre-Nal foi assim para o Grêmio. O Inter simplesmente dominou o jogo inteiro e não fosse o Renan praticamente dar uma voadora em Rodrigo Mendes, teríamos perdido. Alias, como dá sorte em Grenais o Rodrigo. Eu deveria falar apenas do Inter, pois a partida deles foi, infelizmente, muito boa. Mas vou deixar o Fabiano fazer isso e vou me ater ao Imortal Tricolor.

Que atuação ridícula. Fiz questão de não ir para a Geral hoje, para poder ver bem o jogo, e o que vejo? Um time displicente, perdido em campo, totalmente envolvido pelo adversário durante 90 minutos. No primeiro tempo, então… O Grêmio não deu um chute a gol. Enquanto isso, no lado esquerdo, Taison (baita jogador) passeava sobre a avenida Paulo Sérgio.

Eu nem deveria comentar mais sobre esse cara, mas é impossível. Quando vão perceber que não joga nada essa criatura? Dizem que ele é esforçado. Patrício era esforçado, Wellington era esforçado, Marcel e esforçado. Estou cansado de jogadores esforçados. Quero é jogadores bons.

Helder, que é um bom lateral-esquerdo, parece que sentiu o peso do Gre-Nal. Esteve apagado, parecia assustado. O resto do time, especialmente aqueles que nunca haviam jogado Grenais, pareciam não entender o que significa esse jogo. Pois eu lhes digo, mesmo sabendo que não vão ler isso: Gre-Nal não é um jogo qualquer. Não se tira o pé em Gre-Nal. Tem que jogar com o coração, mesmo que não torça para o clube.

O único que corria era Eduardo Costa, sozinho no meio-campo. Vitor se esforçava no gol para evitar uma goleada. E felizmente Rodrigo Mendes entrou no segundo tempo, para mudar o andamento do jogo. Mesmo sem ritmo, cavou o pênalti claríssimo, grosseiro, de Renan, e teve a única oportunidade real de gol com a bola em jogo, em um chute de fora da área, onde Clemer bateu roupa. Fora isso, só lances em impedimento, sempre com Perea.

Nem sei como terminar esse texto, de tão indignado que estou com a atuação pífia do Grêmio.

Três

Junho 24, 2008

Na semana Gre-Nal não se fala em outra coisa além do clássico de domingo. Mas vamos aos últimos resultados tricolores, já que faz tempo que não posto nada. Contra o Goiás foi uma surpresa o placar e a vitória, não é comum isso. Mas foi um ótimo resultado.

Contra o Atlético-PR, ou Milan sem grife, outro jogo estranho, mas não pelo placar, e sim pelas circunstâncias. Três gols de pênalti, e três pênaltis LEGÍTIMOS. Sim, todos foram pênalti, mas não é comum marcarem tantos em um só jogo e para um só lado. Fora os pênaltis, foi uma boa atuação do time, que só não marcou mais – e com a bola rolando, porque Galatto estava em uma noite inspirada. Parecia que queria mostrar serviço diante de seu ex-clube.

E Roger, só para variar, foi o nome do Grêmio. Estou realmente impressionado com o futebol e a aplicação demonstrados por ele no Imortal. Não esperava isso.

Agora que venha o Gre-Nal.

Estréia com vitória

Junho 16, 2008

Boa, Tite. Um time compacto, equilibrado, jogando coeso. Aproximações, tabelas e posse de bola. É outro Inter. Renovado. Até Edinho fez gol. Um começo promissor.

Ah, obrigado eternamente, Fernandão!

Muitas teses

Junho 9, 2008

Bem colocou hoje o comentarista Túlio Milmann, da Rádio Gaúcha, sobre as derrotas do Inter. Surgem várias teses sobre o mal rendimento. Primeiro é a presença de Fernandão, depois a ausência do capitão, depois é Abel, em seguido o problema é falta de Guiñazú e logo depois a falta que Magrão faz. Ele disse que pra ele, falta articulação.

Acho que é de tudo um pouco. Mas o que eu tenho certeza, é que com Orozco e Marcão não dá mais.

Sobre técnico. Tá na hora de parar com essa palhaçada sobre o fato do Tite ser gremista. Isso é uma bobagem. Mano e Roth são colorados e isso não foi problema ou impedimento para treinar o outro lado. Tivemos o Ivo Wortmann aqui, gremista. Esse negócio de paixão só existe pra nós, torcedores. Os caras são profissionais e querem vencer. Então, se a convicção é por contratar Tite, andem logo com isso.

Ótima vitória

Junho 9, 2008

Não vi Grêmio x Fluminense e só escutei o primeiro tempo. Só posso dizer que foi uma ótima vitória.

Valeu, Iarley

Junho 6, 2008

Escrevi minhas considerações no Tribuna. Maestro Iarley, obrigado!

Mais um de volta

Junho 4, 2008

Tcheco está de volta. Incrível, mas eu comemoro essa notícia. Incrível pois, há cerca de seis meses, quando o capitão do time em 2007 deixava o Olímpico, eu dizia que era hora dele ir. Naquele momento Tcheco estava desgastado. Mano Menezes estava desgastado. O Grêmio estava desgastado.

Após uma campanha quase que inacreditável na Libertadores, a derrota para o Boca Juniors na final desgastou o Grêmio. E os altos e baixos do Brasileirão 2007, especialmente a reta final quando perdemos a vaga na Libertadores desse ano, fez com que alguns atletas e o técnico não tivessem mais clima para continuar no clube. E Tcheco, em minha opinião, era o símbolo disso. Mesmo que seja um bom jogador.

Mas agora comemoro seu retorno em tão pouco tempo. É que temos uma deficiência grave no plantel, e no meio campo isso fica evidente. No grupo atual apenas um jogador faz o time andar, o Roger. Quando ele não está em campo, ou quando está apagado na partida, o Grêmio para. Tcheco pode ajudar nisso, se jogar o que sabe, como em 2006 e em alguns momentos de 2007.

Seja bem vindo novamente, Tcheco.

Obrigado, Abelão!

Junho 2, 2008

Não vou falar da arbitragem suspeita de sábado. Apenas vou reproduzir as palavras de Abel Braga sobre o jogo: “De que adianta a gente perder tempo com palestras para os jogadores evitarem cartões, se eles (jogadores do Sport) distribuem pancada e precisam de três faltas para levar um amarelo, enquanto meu jogador leva vermelho na primeira”.

Por falar em Abel, ele é o assunto. Abelão é contestado e criticado. Ele tem defeitos e muitas das críticas que recebe são procedentes. Mas eu nunca mudei de opinião, acho Abelão um grande técnico. Escrevi no Tribuna ano passado, logo após a eliminação na Libertadores, um post chamado “Fica Abel”.

Acho ele um cara capaz e competente. Ele decidiu sair para assumir um time árabe e fazer fortuna no Oriente Médio. É melhor assim. Abel tem uma bonita história com o Internacional. Foi campeão da América, do Mundo, de Dubai e agora Gaúcho. Rompeu alguns tabus, como o de não vencermos na abertura do Brasileirão desde 98, foi duas vezes vice-campeão Brasileiro. Se tornou um grande colorado. Como ele disse da última vez: “Saio daqui mais vermelho do que quando cheguei”.

Obrigado Abel.

Quem eu gostaria no lugar dele? Paulo Autuori.

A lógica “rothiniana”

Junho 1, 2008

No início do segundo tempo, quando o Vasco já era melhor que o Grêmio em São Januário, com a marcação do gol de empate por Jean, eu já sabia: o Grêmio não ganharia o jogo. E um pouco depois disso, com domínio total vascaíno, com as substituições péssimas do “técnico” Celso Roth, tive certeza, o Grêmio perderia a partida.

O primeiro tempo foi bom, jogo pegado, com leve domínio Tricolor. E poderíamos ter marcado mais do que o gol de Reinaldo, não fosse à pontaria de Roger ter falhado em dois lances claros. Mas após o intervalo a coisa desandou vertiginosamente. O time sumiu em campo, Roger não conseguia jogar, o que significa parar o Grêmio, já que praticamente toda a armação passa pelos pés dele.

E então entrou em campo a mão de Celso Roth. Primeiro substituiu o apagado Soares pelo lento Marcel. Depois, com a lesão de Reinaldo, um técnico normal tiraria o centroavante para colocar outro atacante. Mas não Roth, ele não é um técnico normal. Roth é retranqueiro e gosta de segurar um resultado que parece favorável, e nisso a mente pouco convencional dele inclui um empate com um time ruim como o Vasco. Então, a lógica “rothiniana” levou o “treinador” a colocar o volante Makelele em campo.

E o que aconteceu logo depois disso? Jean marcou o gol de empate, graças à falha da zaga gremista. E como reverter à situação? Mas é claro, era só tirar o melhor jogador do time, Roger, para colocar o porra louca do Jonas em campo. E é claro que não deu certo. Jonas, com toda a sua malandragem e técnica, ao invés de dominar uma bola na cara o gol e provocar um pênalti aos 48 do segundo tempo, decidiu chutar direto e perdeu a oportunidade de empatar.